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- Capítulo 8 - Navio Numa Garrafa
— Whirlipede, Rollout! — Wes já começou com tudo.
— Desvie! — Pediu Lou.
O inseto era
lento, mas o ursinho era mais, então ele acabou levando o golpe do tipo Pedra
na barriga, o fazendo sair voando por um metro e cair no chão. Enquanto isso,
os treinadores do Tympole e do Lillipup cochichavam entre si, dando um joinha
um ao outro quando chegaram numa conclusão.
— Bubble na Tepig, Tympole!
— Você também, Tackle nela!
— E-ei! Não era
cada um lutando com seu oponente?! — Bianca guinchou, cerrando os punhos.
Tarde demais, os
dois atacaram a porquinha de fogo de Cheren antes que ela tivesse a chance de
revidar. As bolhas explodiram bem no seu rosto, a atordoando e fazendo com que
ela levasse uma cabeçada do cachorrinho.
— Tsc. Imaginei
que eles focariam em mim... — O garoto de óculos sacudiu a cabeça.
— Isso não é
justo! — A loira bateu o pé. — Oshawott, usa o Tackle no Tympole!
— Ember no
Lillipup — ordenou Cheren.
A lontra de
Bianca se jogou no girino com todo o seu corpo como se tentasse esmagá-lo, o
que o fez fazer um barulhinho de dor. Enquanto isso, as brasas da Tepig
acertaram Lillipup em cheio, também o fazendo ganir.
Enquanto isso,
logo ao lado de Cheren, o dono do Pidove olhava pra Elgyem de Hilbert com a
testa franzida.
— Que bicho feio
é esse aí, hein?
— Acredita que
eu me pergunto a mesma coisa quando olho pra você, Kevin? — O moreno ajeitou o
boné na cabeça.
—
Grrr! ‘Cê sempre foi arrogante demais, Park! Pidove, Quick Attack!
Num piscar de
olhos, o pássaro deu uma investida com as asas no rosto de Nia, que só sacudiu
a cabeça, piscando.
— Ser mais rápido nem sempre é uma coisa
boa... — ela ponderou.
— De novo! — Exclamou
Kevin.
Dessa vez ele
não ficaria fugindo como fez na batalha contra sua irmã. Hilbert tensionou os
ombros, acompanhando o vôo alto da pomba enquanto ela dava a volta pra atacar
de novo... E assim que ele virou um borrão veloz no ar...
— Agora, Confusion!
O círculo
arroxeado que tomou conta do corpo do Pidove o jogou pro chão com força, o
fazendo levantar poeira enquanto ele arrulhava em indignação. E, se ele não
tivesse saído do caminho no momento exato, ele teria sido atropelado pelo seu
colega Whirlipede, que mais uma vez estava indo em direção do Cubchoo de Lou.
— Ice Punch! — Ordenou o grunt da Team Plasma.
A patinha do
ursinho ficou azul, e gelo se formou ao redor dela. Quando o inseto chegou
perto o bastante, levou o soco gelado com força o suficiente que ele saísse
voando dessa vez.
— Não diminui a
velocidade, Whirlipede! Cai em cima de algum deles!
E assim ele o
fez, girando no ar e se jogando pra baixo em direção ao Pokémon mais próximo,
que, por azar, era Emerald, que tinha acabado de proferir as primeiras palavras
pra provocar seu oponente.
— Que vença o melhor tipo grama, mas,
infelizmente, acho que serei eu-
— Ow, cuidado! —
Gritou Hilda.
Em uma fração de
segundo, o Snivy conseguiu segurar o Whirlipede com suas duas vinhas, e por
mais que ele tivesse plantado os pezinhos na terra, o impacto o empurrou um
pouco pra trás... E o distraiu o suficiente pra que o Pansage de Zach lhe
acertasse um longo golpe cortante na lateral de seu corpo.
— Bom Cut, Pansage!
— Acho que o melhor tipo Grama serei eu, hein?
— Riu o macaco.
— Não sabia que vocês jogavam sujo... Que
falta de classe, seu lixo... Vou jogar você fora agora! — vociferou a
cobra, apesar da dor.
— Bora, Tympole,
Bubble nela de novo! — pediu o
treinador do lado esquerdo de Hilda, ainda concentrado em acabar com Cheren.
— Ah, não vai,
não! — Bianca mais uma vez inflou as bochechas de frustração. — Focar num
inimigo só é muito feio! Oshawott, segura ele!
Quando Tympole
abriu a boca pra atirar mais uma rajada de bolhas, teve o golpe interrompido
pelo outro Pokémon de água, que lhe deu um puxão pela cauda tão forte que quase
o ergueu do chão.
— F-Fica longe da Bertha! — Avisou a
lontra.
— Muito obrigada, querido! — Agradeceu a
Tepig.
— É, mas não
consegue segurar nós dois ao mesmo tempo! Vai, Lillipup, Bite!
Bertha guinchou
quando a mordida a pegou em seu rosto. O cachorro tinha uma mandíbula bem
flexível... Ou talvez fosse o poder sombrio do golpe? Por sorte, uma rajada de
vento o desequilibrou, dando a oportunidade do Pokémon de Fogo se desvencilhar.
A lufada vinha do Pidove, que tentava atacar a Elgyem com Gust, mas falhava, já que ela havia ativado a sua barreira, o Protect.
— Para de ser
cagão e batalha direito, Park!
— Tô afim não. —
Hilbert fingiu bocejar, colocando as mãos no bolso, fingindo que seu coração
não estava acelerado.
Quando o Protect
acabou, o treinador da alien percebeu algo estranho... Uma sombra distante no
céu, se aproximando deles... Ele olhou pra cima, e deu um grito muito
vergonhoso quando viu que o Whirlipede estava caindo que nem um meteoro pra
cima deles!
— CONFUSION!
E, tal qual uma
bola de praia, Nia mandou o inseto voando pro outro lado com seus poderes
psíquicos, que pelo jeito que seu olho amarelo girava na órbita, o havia
deixado bem tonto. Azure, vendo uma oportunidade, largou o Tympole por um
momento pra mandar um Water Gun no
Whirlipede antes dele bater no chão, e isso foi mais do que suficiente pra
deixá-lo fora de combate. Agora eram quatro contra cinco. Cheren não conseguiu
não dar uma risadinha com o caos.
— Que susto — Nia soava muito calma pra
quem realmente havia levado um susto.
— Eu avisei que ia jogar esse lixo fora! —
gritou Emerald do outro lado do campo de batalha.
— Boa! — Lou
sorriu pra Bianca e Hilbert. — Agora que o Wes já era, o resto é fichinha.
— Ah, é?! —
Interrompeu Kevin, frustrado. — Quick
Attack agora na Tepig, Pidove!
Cheren
imediatamente se arrependeu de ter parado pra rir do vôlei com o Whirlipede,
pois sua distração foi o suficiente pra fazer seu Pokémon levar mais um Quick Attack, dessa vez bem mais forte
que o anterior, como se o pássaro estivesse com tanta raiva quanto seu mestre.
—
Droga! Ember!
Mais uma vez, as
brasas acertaram seu alvo, mas:
— Bubble por trás, Tympole!
O Oshawott não
conseguiu voltar a agarrar o rabo do girino a tempo pra impedir o golpe, mas o
tiro não foi tão preciso. Era totalmente possível pra Bertha desviar se ela só
conseguisse correr pra outro lado! Ela deu os dois primeiros passos...
E se
desequilibrou e caiu de lado no barro, e as bolhas a acertaram pelo corpo todo.
A Tepig deu mais um guincho doloroso antes de seus olhos revirarem e ela cair
derrotada. Cheren deu uma inalada frustrada, com o rosto vermelho antes de
devolver o Pokémon pra sua Poké Ball. Os lados estavam justos novamente: Quatro
contra quatro. O Pansage deu um pulo, comemorando a primeira vitória do seu
grupo.
— Hehehe, boa...!
Sua fala foi
prontamente interrompida quando o corpo inteiro do Snivy se enrolou no seu
pescoço, cortando o ar dos seus pulmões.
— Se concentre no que você está fazendo,
idiota — provocou a serpentinha.
— A-Ah é?!
Zach não
precisou nem ordenar nada: O macaco de grama na hora lascou um Lick cheio de baba no rosto do seu
oponente, que estremeceu de nojo.
— Seu asqueroso! — O Snivy apertou ainda
mais o pescoço do Pansage.
— Derruba ele! —
Berrou Hilda.
Dito e feito.
Emerald deu um giro pra trás que fez seu adversário meter com força a cabeça no
chão. Hilda deu uma risada, se lembrando das lutas de Pokémon lutadores que ela
gostava de assistir quando passava na TV. Pansage se levantou, mas visivelmente
tonto e ofegante.
— Vamos virar
isso aqui! Cubchoo, Slash no
Lillipup!
O cachorro
tentou fugir do ursinho que veio correndo em sua direção com a meleca de gelo
pairando no ar, mas não contava com o terreno: Ele foi encurralado, colocado de
costas contra o morrinho de onde Zach, Hilda e Hilbert haviam saído alguns
minutos atrás, e levou o corte com tudo no rosto. O Pokémon de gelo tentou
acertar mais um, mas, quando ele ergueu o bracinho, o Lillipup passou por baixo,
quase o fazendo cair de traseiro no chão, e partiu com a boca aberta pra cima
do Oshawott, pronto pra dar uma mordida...
Mas ele foi
interrompido quando uma corrente elétrica enrijeceu seus músculos e o fez cair
de focinho no chão. Quando ele se virou, viu a Elgyem ao seu lado, com o braço
estendido, tendo acabado de mandar um Thunder
Wave.
— Tá achando o
quê, que eu ia ficar parado, idiota? — Hilbert deu um sorrisinho.
Nia não ficou
parada por muito tempo, no entanto, pois agora o Gust do Pidove havia a acertado, fazendo-a voar pro lado como se
fosse uma boneca de pano, sua cabeçona quase batendo numa pedra. Ela se
levantou lentamente, deixando a coluna reta pela primeira vez ao invés da sua
posição relaxada habitual.
— Acho que
cansei de você.
— Confusion!
Ela apontou o
braço direito pra pomba como se fosse uma arma. Sua mão brilhou em um padrão
veloz de seis cores.
— Analytic.
— Q-quê?! Como ass-
O Pidove não
conseguiu terminar a sua frase antes do golpe Psíquico lhe dar uma dor de
cabeça lancinante que o deixou fora de combate.
— Ai, a gente tá
ganhando! — Bianca abriu um sorrisão, empolgada. Mas não se deixou levar
naquele momento. — Oshawott, aproveita que o Lillipup tá no chão!
Azure seguiu as
ordens da sua mestra, tentando e falhando em parecer ameaçador enquanto se
aproximava do rosto do cachorro.
— Isso é pela
Bertha!
O Pokémon do
tipo normal levou um jato d’água no rosto à queima-roupa, também ficando fora
de combate com os danos que já tinha levado anteriormente. Hilda e Hilbert
sorriram também. Dois contra quatro.
— A gente
conseguiu! — ela deu pulinhos, erguendo os pés do chão o máximo que conseguia.
— Ainda não
acabou, Bibi — avisou Lou. — Vamos acabar com isso, Cubchoo!
— N-não vão não!
— gaguejou o treinador do Tympole, engolindo em seco. — Para ele com o Supersonic!
Infelizmente,
com toda a lentidão do Pokémon de gelo, ele foi atingido pelo raio supersônico
quase invisível e na hora começou a cambalear. Os olhos de Zach foram do urso
até o Oshawott de Bianca em segundos, e ele pediu:
— Vai de Vine Whip nele, Pansage! — ele apontou
pra lontra.
Snivy até tentou
agarrá-lo pelo braço, mas o macaquinho escapou no último instante, e correu
pelo campo de batalha até atingir Azure no peito com seu chicote, que na hora
caiu de costas no chão, o golpe super efetivo de um oponente forte o deixando
sem ar.
— Ainda dá pra
virar! Tympole, Mud Shot nessa...
Nessa coisa aí, sei lá! — o treinador do girino apontou pra Elgyem.
Hilbert caiu na
besteira de se ofender antes de dar um comando:
— Coisa?!
Antes que ele
pudesse ordenar um Protect, Tympole
cuspiu um tiro de lama bem no rosto de Nia, que não conseguia mais abrir os
olhos e passou a esfregar um dos braços no rosto pra tentar se limpar. Ela até
tentou mandar mais um Confusion, mas
errou quando o Pokémon aquático deu um pulo surpreendentemente ágil pro lado.
Mas esse pulo
não o impediu de levar uma cabeçada do Oshawott que havia se levantado apesar
da chicotada que havia levado, e o girino saiu rolando pelo chão. Ficou claro
que o próximo golpe que ele levaria seria o último, com suas defesas frágeis. O
urso do tipo Gelo de Lou deu um passo a frente, sabendo que podia acabar com
isso, mas seu treinador ergueu um dedo, o fazendo parar.
— Não, Cubchoo.
Quero ver como eles vão resolver isso. Pode descansar por enquanto — disse,
antes de colocá-lo na sua esfera.
— E-eu... — arfava o Oshawott. — Ainda tô... De pé-
Não por muito
mais tempo, pois o Pansage deu um golpe final com seu cipó, e Azure havia caído
também. Porém, o símio nem conseguiu comemorar: Só conseguiu ver o Tympole
vindo em sua direção com toda força após ser agarrado pelo rabo pela vinha de
Emerald, e o atingiu no rosto como se ele fosse um mero pino de boliche,
fazendo os dois Pokémon gritarem com o impacto. Agora sim, o pequeno girino
estava fora de combate. Agora só restava um Pokémon dos Hoodlums no campo.
— Seu adversário sou eu! — gritou o Snivy,
enfurecido.
O Pansage de
Zach cambaleava, se apoiando numa pedra, olhando a serpente vir em sua direção
com os olhos envenenados de raiva.
— Heh... Boa batalha. Ei... Desculpa meu
treinador pela besteira que ele fez com a sua, tá? Ele ainda tem muito que
aprender...
— Seja lá o que ele fez, deve ter sido feio
pra deixar a garota com tanta raiva — Emerald apontou com a cauda para
Hilda.
— É, ele pisou feio na bola... Ele se
arrepende. Só não sabe como dizer. Foi mal mesmo.
Emerald ponderou
o que o seu oponente havia dito.
— Hmmm. Acho que não. Não perdôo.
Levando uma
última chicotada barulhenta no rosto, Pansage havia sido derrotado. Resultado
final: Três a zero. Zach devolveu o Pokémon final dos Hoodlums à sua Poké Ball,
murmurando um agradecimento ao seu amigo mais antigo com a cabeça baixa. Quando
ele a ergueu, havia lágrimas nos seus olhos, e ele encarava Hilda enquanto seus
amigos estavam de cara amarrada.
— Hilda... — Ele
suplicou. — Eu... Eu não sabia que ‘cê ia ficar tão triste-
— Vaza daqui,
Zachary. Não tenho nada pra te dizer.
Mesmo assim, ele
até abriu a boca pra falar algo, mas foi impedido pelos outros garotos, que o
empurraram pelo braço, falando coisas como “deixa ela aí”, “não vale a pena”,
indo em direção à cidade de Accumula. Por vários instantes, Lou, Bianca,
Hilbert e até Nia e Emerald encaravam Hilda em silêncio, que mantinha uma
expressão séria por baixo da sombra de seu boné... Até um sorriso começar a
aparecer em seu rosto.
— Hehehe.
Primeira vitória!
Os outros três
sorriram também, Hilbert em particular respirando fundo de alívio. Bianca puxou
a amiga pra um abraço apertado enquanto a parabenizava, e Lou colocou uma mão
no ombro de Hilda, aproveitando pra abaixar o seu capuz da Team Plasma com a
outra.
— Na verdade,
tecnicamente essas foram suas três primeiras vitórias. A Blitzle derrotou o
Timburr, e o Snivy derrotou o Tympole e o Pansage — Hilbert fez carinho na sua
Elgyem enquanto ela voltava pra sua posição habitual no ombro dele.
Falando nele...
A garota se virou e se abaixou pra encarar seu Pokémon de perto.
— Valeu demais,
carinha! Sei que ‘cê tava tão triste quanto eu pelas derrotas que a gente
passou... Mas agora, mais uma vitória e ‘cê fica com o saldo positivo!
A serpente
cerrou mais os olhos quando ela lhe fez um carinho na cabeça, mas não empurrou
a sua mão.
— Hmph. Você ainda tem um longo caminho pela
frente pra fazer com que eu me torne o Pokémon do tipo Grama mais forte do
mundo... Mas acaba que você não é cem por cento incompetente.
— Descansa bem,
tá? Já, já a gente cola no centro de Striaton pra te curar direitinho! — ela
falou, devolvendo o Snivy à sua Poké Ball.
— Espera. Cadê o
Cheren? — Perguntou Lou, procurando por ele.
— Ah, ele foi
embora... Ele disse que tinha um compromisso, né? Talvez ele não queria chegar
atrasado? — se perguntou Bianca.
— Olha... Se eu
sou má perdedora, o Ren consegue ser ainda pior — Hilda afirmou — Surpresa
eu ‘taria se ele tivesse ficado depois de perder...
— Falando em
compromisso, hã, eu... — Lou puxou os dedos das suas luvas, engolindo em seco.
— Também perdi a hora pra um.
— Mas já?! —
Bianca fez beicinho. — A gente acabou de se encontrar de novo... Pra onde você
vai?
— Vou ajudar uma
amiga com um... Com um Pokémon que ela quer capturar...
O sorriso de
Bianca hesitou e seus ombros se abaixaram. Atrás dela, Hilda e Hilbert se
entreolharam, tendo uma conversa silenciosa só com erguidas de sobrancelhas e
dadas de ombro.
— Ah, entendi...
T-tudo bem! Eu tava pensando em capturar um Lillipup, na verdade! Eles são
super fofinhos e fortes, então...
— Desculpa, Bi,
queria poder te ajudar, mas... Tô ocupado mesmo.
— Não, tá tudo
bem... Mas vê se não some mais, hein! — ela apertou o braço de Lou.
— Pode deixar,
prometo. — Ele sorriu de volta.
Bianca voltou
pro meio da rota, falando que queria pegar algumas berries que havia visto mais cedo em uns arbustos e Lou deu um
adeus muito rápido pra Hilda e Hilbert antes sair em disparada em direção à
cidade de Striaton, antes que os irmãos pudessem perguntar se ele gostaria de seguir
viagem junto com eles. Assim que o ruivo sumiu no horizonte, Hilbert deu uma
risadinha seca.
— E o Ren ainda
achava que era de mim que a Bibi gostava...
— Pffff! Sério?!
— Hilda gargalhou alto. — Depois eu que sou lesa
pra essas coisas...
Ela deu uma cotovelada
de leve nas costelas do garoto.
— E mesmo se ela
gostasse... Da Berry que ela gosta,
você-
— É, é, eu sei!
— Ele revirou os olhos, rindo.
E assim, sem
muita pressa, Hilbert e Hilda seguiram, sem saber o que os esperava naquela
cidade tão familiar.
[...]
Engraçado, a
cada dia que se passava, o toque padrão de alarme do Xtransceiver Plus parecia
mais e mais irritante... Cress ergueu a cabeça já franzindo a testa de
frustração, desligando a musiquinha e olhando a hora. Seis da manhã. Três horas
de sono no total. Esse é o preço que se paga por passar as madrugadas
estudando... Mas ter um ginásio solo no futuro faria tudo valer a pena. Era
isso que ele dizia a si mesmo todos os minutos de todos os dias, pelo menos.
Mas Arceus bem sabia que antes disso, ele precisava de umas férias. Longas. Bem longas.
Especialmente quando ele tinha que se vestir com o uniforme do... Restaurante? Ginásio? Era difícil dizer onde um começava e o outro terminava. Roupa de garçom — embora ele não fosse um, mas foi insistência da Liga —, aquela gravata-borboleta estúpida e as lentes de contato azuis pra combinar com o cabelo colorido... Que, inclusive, estava começando a desbotar de novo, sem contar as raízes castanhas que estavam voltando a aparecer também... Algum dia ele ia ficar careca de tanto descolorir o cabelo. Mas por incrível que pareça, ele foi o menos azarado: A Liga julgou que seu corte normal do dia-a-dia se encaixava com o tipo água. Chili e Cilan não tiveram a mesma sorte. Eles tinham que passar gel todas as manhãs pra estilizar o cabelo naqueles formatos ridículos como um bando de palhaços.
Cress respirou
fundo várias vezes ao colocar a mão na maçaneta, olhando pro quarto minúsculo
no apartamento minúsculo que ele e seus irmãos dividiam no segundo andar do
restaurante-ginásio. Se não fosse pelas duas janelas próximas, aquele quartinho
pareceria mais uma prisão de madeira de tão claustrofóbico. Nesse cômodo, havia
suas três camas — Cilan na esquerda, ele no meio, e Chili na direita — e uma
cômoda de madeira mal comportava todas as roupas que eles tinham. Ele e Cilan
tinham que dividir a mesa de cabeceira, aliás, já que Chili nem sequer cogitou
a possibilidade de dividir a sua com Cress... Chili que ocupava um espaço
considerável do quarto com aquela bicicleta estúpida dele. Quantas vezes ele já
não havia sonhado com uma escrivaninha de verdade ao invés daquela mesa
pequenininha ao pé da sua cama que ele usava pra estudar?
E nela, havia algo que fazia um gosto amargo tomar conta da sua boca toda santa manhã: Uma foto que Cilan fez questão de revelar e enquadrar. Foi há uns dois anos, logo nos primeiros dias deles como líderes de ginásio. Um pouco nervosos, mas ainda otimistas. Ainda sorrindo, ainda conseguindo ficar juntos sem o clima pesar. Ainda com aquele brilho no olhar que Cress não via mais quando se olhava no espelho, ou ao olhar pros seus irmãos gêmeos... Antes a foto estava logo na entrada do ginásio, mas acabou sendo queimada no canto por um Ember do Pansear de Chili, numa batalha dele que havia saído um pouco de controle, então Cilan decidiu que era mais seguro que ela ficasse no quarto.
Mal sabia ele
que nos piores dias, Cress tinha vontade de jogar pela janela essa foto deles
com aquelas fantasias de palhaço.
E pensar que eles podiam estar vivendo uma
vida bem melhor... Tudo culpa daquele imbecil. Mas não valia a pena pensar
nisso. Ao invés disso, ele olhou pro Xtransceiver no seu pulso e olhou pro
papel de parede da tela inicial: Uma foto dele criancinha, ainda com o mesmo
corte de cabelo, e de uma senhorinha. Vovó Cayenne.
— Que saudades
da senhora... — ele murmurou pra si mesmo enquanto calçava seus sapatos sociais
marrons, ainda com a cara fechada apesar das lembranças felizes.
Ele quase bateu
a porta na cara de seu melhor amigo ao abri-la. Por sorte, provavelmente não
machucaria muito, já que ele era metade intangível, metade gelatinoso.
— Ah, perdão,
Solomon!
A água-viva azul
de corpo longo não parecia se importar com a portada que quase levou, flutuando
no ar como se nada houvesse. Era normal que um Frillish macho tivesse uma
expressão preocupada por natureza, mas como se conheciam desde que ele era um
garotinho, Cress sabia muito bem distinguir quando a preocupação nos seus olhos
vermelhos era real, e esse era um desses momentos. Assim que ele apontou pras
escadas que levavam ao térreo com um de seus tentáculos, o jovem adivinhou o
que estava acontecendo na hora.
— De novo?! — ele
quase rosnou de raiva.
Sem mais nenhuma
palavra, ele passou pela arena de batalha que ficava no segundo andar junto com
o “apartamento” que os trigêmeos dividiam, e desceu os degraus na maior
velocidade que podia com seu Frillish flutuando logo atrás, disparando pelo
restaurante ainda vazio, dando um bom dia rápido aos funcionários que estavam
abrindo o estabelecimento. Ao abrir as portas duplas de metal da pequena e empoeirada cozinha com
tudo, Cress se deparou com uma cena que, infelizmente, se tornava cada vez mais
frequente:
No canto, perto das velhas geladeiras, estavam os três Pokémon macacos dos três irmãos, os símbolos do ginásio. Pansear pertencia a Chili, Pansage a Cilan e Panpour a Cress. Fogo, Planta e Água, respectivamente. Três Pokémon quase idênticos, tirando os topetes e as cores. Você poderia pensar que isso faria com que eles fossem unidos. Mas não. Pansear e Pansage estavam, mais uma vez, aterrorizando o macaquinho aquático, que grunhia de medo, se encolhendo no gasto chão quadriculado preto e branco.
— Ei! Desapareçam daqui!
...Mas os dois bullies fugiram pela janelinha da
cozinha assim que se viraram em direção ao grito e viram Cress, que correu pra
se ajoelhar na frente de seu Panpour.
— Você está bem?
Como resposta, o
Pokémon abraçou a perna de seu treinador, que fez carinho na crista de sua cabeça
antes de colocá-lo no colo. Não era a primeira vez que isso acontecia, que ele
tinha que consolar o Panpour desse jeito e que nada era feito em relação a
isso. Mas Cress decidiu que hoje seria a última vez. Quando ele parecia mais
calmo, o garoto o colocou na Dive Ball — a que a Liga havia lhe dado — em
silêncio. Solomon, o Frillish, encarava seu mestre como se soubesse que algo
estava pra acontecer.
E como destino,
uma voz estridente chamou seu nome no outro lado do prédio, tão alto que
parecia estar logo ao lado, faria Cress se encolher se ele não estivesse mais
do que acostumado a ouvir esse mesmo grito múltiplas vezes ao dia:
—
CREEEEEEEEEEEEESS! — berrou Chili.
Ele torceu pra
que fosse um desafiante, e não mais um “faz-tal-coisa-pra-mim”. Uma batalha,
pra distrair de tudo que pesava em seus ombros. Mas mesmo se fosse, as chances
de Chili só tomar as rédeas e deixar ele e Cilan como figurantes nos seus
próprios ginásios eram altas, e olha que o índice de derrotas dele era alto.
Isso sempre deixou um gosto amargo na boca de Cress. E o incidente de hoje havia
sido a gota d’água.
Quando ele saiu da cozinha em direção ao salão, Chili estava colocando algumas cadeiras no lugar. Se notou a expressão de enterro do irmão gêmeo, não se deu ao trabalho de comentar. Hoje o penteado dele estava particularmente mal-feito. Deve ter ficado com preguiça de moldá-lo no formato de chamas.
— ‘Cê viu o
Pansear por aí?
— Vi — ele respondeu
da forma mais glacial possível, cruzando os braços. — Estava em cima do
Panpour. De novo.
— Sério? — ele
arregalou os olhos de leve.
— Sim.
Exatamente como eu disse que ia acontecer. E agora? O que você vai fazer?
— E quer que eu
faça o quê?
Enquanto isso,
garçons, cozinheiros e treinadores do ginásio se entreolhavam, na certeza que
mais uma briga estava pra começar. Solomon se afastou um pouco, e se pudesse
suspirar, o teria feito.
— Ah, não sei,
Chili, algo como... — Cress disse, cheio de sarcasmo. — Controlar seu Pokémon?!
— Cara, eu já te
falei, isso faz parte da natureza deles. Enfim, depois ‘cê pode ir na
lavanderia pra mim-
— Não! Cansei
desse seu argumento patético! Nós não estamos na natureza, se você é um
treinador, você tem que se responsabilizar pelos Pokémon que você está
treinando, coisa que você não está fazendo!
E, claro, o
garoto de cabelos vermelhos franziu a testa, colocou a cadeira que estava
ajustando de qualquer jeito, e deu um passo ameaçador em direção a seu irmão.
— Tá falando que
eu sou irresponsável?
— Lá vem você
colocar palavras na minha boca de novo. Típico. Mas... Se a
carapuça serve... — Ele deu de ombros em deboche.
— Olha, acho que
você tem é inveja, isso sim!
— Inveja?! Eu?!
De você?!
— Inveja porque
seu Pokémon é um fraco que tem medo de enfrentar um adversário mesmo que ele
tenha vantagem! É por essas coisas que a gente é tratado como piada!
— Ha! — Cress
riu em voz alta. — Hilário de sua parte falar isso quando eu sou o mais forte
de nós três, e você sabe bem disso, porque a nossa tabela de vitórias não
mente. Pode ir ver atrás da porta do quarto. E mesmo se eu não fosse, prefiro
que meu Pokémon seja um “fraco” do que um Pokémon descontrolado que tem o azar
de ter um treinador que. Não tem. Moral. Nenhuma!
Cress achou que
estava prestes a levar um soco pela expressão de puro ódio que Chili fez, mas
seja lá o que ele ia fazer, foi interrompido pelo terceiro irmão do ginásio de
Striaton, que chegou correndo do banheiro após ouvir a gritaria. Cilan se pôs
entre os dois irmãos de imediato, seus olhos verdes indo de um lado pro outro
como se estivesse assistindo uma partida de tênis.
— E-ei, pessoal, o
que tá acontecen-
— O que tá
acontecendo é que o seu Pansage e aquele demôniozinho do Pansear do Chili
continuam infernizando a vida do Panpour! E vocês não fazem nada! E eu cansei
dessa palhaçada!
— Você não faz
nada na cozinha e nem por isso eu fico enchendo a porra do seu saco... — Chili
deu um sorriso debochado e amargo.
— Nada? Nada?!
Eu que tenho que ficar limpando todas as suas bagunças porque você é incapaz de
cozinhar sem sujar tudo! E mesmo se fosse verdade: Pois saiba que eu tô pouco
me lixando pra cozinha! Eu. Não. Ligo! — Ele gesticulou furiosamente. — Eu
cansei de ficar de frente prum fogão o dia todo ou fazendo chá pros imbecis da
Liga que nem um empregado ou ficar com essas roupinhas combinando que nem um
bando de palhaços!
— Não sei se
você percebeu ainda, Cress, mas nós somos um bando de palhaços! Enfia isso
nessa sua cabeça!
— Vocês são
palhaços porque vocês querem! Eu nunca quis isso! Eu nunca quis vender o
ginásio pro Café! E a vovó não ia querer também, mas vocês foram na onda
daquele idiota do nosso genitor!
— Tira o nome da
vovó da sua boca-
— Não tiro! Não
tiro, porque eu tenho razão e você sabe disso!
— Pessoal, p-por
favor, não vamos brigar-
— A culpa disso
é sua também! — Cress interrompeu Cilan na hora. — Fica querendo pagar de irmão
mais velho, mas só fica aí com essa cara de sonso e não faz nada pra impedir
esse idiota do Chili de ficar fazendo besteira, só quer pagar de isentão!
— Idiota?!
Agora sim, foi o
momento que ele partiu pra agressão. Além de ser esquentadinho, Chili também
era um ótimo corredor, e isso ficou evidente com o fato que Cress só não tinha
levado um murro no rosto porque o Frillish empurrou o ruivo pra trás com um Water Pulse em questão de segundos. Não
foi forte, não com a intenção de machucar, mas o derrubou de traseiro no chão e
o deixou totalmente encharcado. O que Chili ia dizer agora, pouco lhe importava.
Cress saiu pela
porta do Ginásio, fazendo questão de fazer o maior estrondo possível ao
fechá-la — o que assustou pessoas aleatórias que passavam inocentemente na
frente do prédio — com sua água-viva fantasma vindo logo atrás. Ignorando os
olhares confusos dos moradores de Striaton e a placa na frente do ginásio que
dizia “três estrelas alinhadas como uma”, ele seguiu em linha reta pras ruínas
à direita da cidade. O Dreamyard,
como passou a ser conhecido, costumava ser um centro de pesquisa décadas atrás.
Agora, era só um parque, um playground.
Pouco havia restado das pesquisas sobre o mundo dos sonhos...
Assim como pouco
havia restado da boa relação que Cress costumava ter com os irmãos.
Ignorando mais
olhares de mais cidadãos curiosos que passeavam pelo Dreamyard, o garoto de cabelos azuis andou mais e mais até o fundo
do parque, onde se encontravam as ruínas do laboratório. Tecnicamente, ninguém
deveria entrar nessa área, mas claro que os jovens o faziam mesmo assim pra
fazer todo tipo de besteira, e o governo de Unova não se responsabilizaria caso
algum pedaço das ruínas caísse na cabeça de um deles... Ou se eles se afogassem
no lago que havia ali, que era exatamente pra onde Cress estava indo. Um
laguinho raso, turvo e abandonado, deprimente se comparado ao mar que era
visível no horizonte, mas fora de alcance. Não importa quanto Cress quisesse
estar em alto-mar, ele era um barco preso em água doce.
Cress se sentou
na grama com Solomon a seu lado, dando um suspiro alto e trêmulo. Era difícil
dizer o que ele queria mais: Gritar, chorar, fugir ou voltar pro ginásio e
agredir Chili. Talvez mais a terceira opção do que as outras. Seria
irresponsável, sim, mas quantas vezes ele teve quantidades imensas de trabalho
jogado em seus ombros? Não seria tão injusto deixar Chili e Cilan lidarem com
um pouco de caos.
— Não era pra
isso estar acontecendo... — ele resmungou pra si mesmo, colocando uma mão no
rosto. — Não era pra ser assim...
Ele odiava essa
cidade desgraçada — ou passou a odiar, pelo menos —, odiava o que fizeram com
aquele prédio, odiava aquele Pansear idiota, odiava trabalhar no restaurante,
odiava ter que participar desse circo capitalista. Todos aqueles dias na sua
infância sonhando em ter um ginásio de verdade, pra nada... O Frillish colocou
um tentáculo no seu ombro. Claro, ele só fez atravessar seu corpo e sujar um
pouco o seu colete, mas valeu a tentativa. Cress fungou, esfregando os olhos
com força pra não começar a chorar.
— Desculpa,
Solomon, eu... Não queria que você me visse assim.
— Frih... — a voz do Pokémon fez eco pelo
parque deserto.
— Não se
preocupe comigo, ok? Relaxe um pouco.
Cress colocou o
Frillish de volta na sua Dive Ball, e voltou a encarar o pouco que conseguia
ver do seu próprio reflexo. Ao seu ver, ele parecia bem patético com aquela
cara de choro. Como uma criancinha que queria voltar correndo pro colo da sua
mãe... E era exatamente o que ele queria. Ou pelo menos conseguir se lembrar de
como era o colo dela... Ela foi tirada deles tão cedo, as memórias eram como
pedaços de um sonho que você não lembra mais o contexto, mas também não
consegue esquecer.
Talvez ele
devesse mesmo fugir. Andar por Unova sem rumo, sumir por uns meses, usar aquele
cartão de crédito preto e dourado dado pela Liga até torrar todo o limite, e
depois... Quem sabe? Ou as coisas se consertavam, ou ele realmente iria embora
pra não voltar mais. O que ele sabia é que ele não queria trabalhar até morrer
naquele lugar amaldiçoado.
Cress bufou alto
quando sentiu uma mão agarrar seu braço. Ele se virou bruscamente, esperando
encontrar Cilan ou Chili e já se preparando pra uma discussão, mas encontrou um
desconhecido ao invés disso. Um garoto ruivo de olhos azuis, todo esbaforido, e
usando uma fantasia que parecia algo que alguém usaria numa feira medieval.
— Sai daqui! —
Ele começou a puxar Cress pelo ombro, o forçando a levantar.
— Quê?!
— Volta pro teu Ginásio!
Tem alguém querendo te pegar!
— Como assim? —
Ele deu uma risadinha pela ideia absurda, nem lutando contra o rapaz que lhe
dava pequenos empurrões. — Do que você tá falando?
— Volta pro
ginásio, e se você ver uma ruiva de cabelo curto, corre. Corre o mais rápido
possível-
— Correr de
quem, Lou? — Ameaçou uma voz feminina.
Os dois se
viraram em direção à voz desconhecida, pertencente à, quem diria, uma garota
ruiva de cabelo curto, usando um uniforme de cavaleiro idêntico ao de Lou. Mas
ela não era o que chamava mais atenção, não. Era o Pokémon cobra aos seus pés,
um que com certeza não era encontrado em Unova. Preto com lindas escamas
douradas, seus olhos tão escarlates quanto suas longas presas e seu ferrão
afiadíssimo. Uma Seviper.
— Você não vai
abandonar nossa missão, vai? — o seu tom era tão venenoso quanto a da serpente
se enrolando no seu calcanhar. — Justamente quando você deu a sorte de
encontrar um dos líderes que a gente precisa...
— Precisam de
mim... Pra quê, exatamente? — Cress ergueu uma sobrancelha, dando um passo pra
trás.
— Hehe... Já, já
você descobre.











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Hilda finalmente conseguiu sua vingança numa batalha bem vencida, mas a verdadeira estrela desse capítulo é os Gym leaders. Nunca antes eu tinha visto esses desgraçados que ninguém liga serem retratados tão bem numa fanfics, tens os meus parabéns! QUE MAIS RINHAS VENHAM!
ReplyDeleteMTO OBG, pq eu tbm fiquei orgulhosa da maneira que eu fiz esses vagabundos kkkkkkk Pior que apesar de gostar de todos os líderes de ginásio em BW, eles eram os que eu menos me importava... Até eu escrever eles, e agr tenho um apego (...bom, talvez menos ao chili pq né, ele também não se ajuda kkkk) a eles que nem o anime consegue saciar!
DeleteQUE VENHA MAIS PORRADARIA!
Nada como uma trocação franca de 5 minutos de soco pra resolver problemas pessoais com outra pessoa. Quando vamos normalizar isso na vida adulta?
ReplyDeleteDear Jolly,
Depois de chamarem a Nia de coisa, eu acho que o Hilbert vai esmurrar a cara de cada maluco que falar mal da etzinha dele. Aliás, só ele pode achar ela esquisita.
Mas mais divertido que o sorriso psicopata da Hilda e sua satisfação por vitória, só o Cress surtando como um bom chef de cozinha. A Liga Pokémon DEFINITIVAMENTE não tem auxílio terapia 24hrs e vamos colocar isso em pauta na semana que vem.
Um início de vislumbre do primeiro ginásio já é visível e ele é caótico igual o começo da jornada da Hilda, to sentindo um caos maior se instaurando, então continue a cozinhar.
E realmente, Lou ta trabalhando em dois empregos. Esse já ta garantindo a aposentadoria. Outra pauta a discutir na liga Pokémon.
Ansiosa pelo próximo
Parabéns pelo capítulo
5 minutos de soco contados no cronômetro iam resolver mais problemas que qualquer sistema jurídico, e eu vou morrer nessa montanha
DeleteÉ verdade, viu, ela é esquisita, mas é a NOSSA esquisita, quem falar isso dela fora do nosso grupinho leva uma voadora da Hilda!
Ah, Cress e a cozinha que destruiu a saúde mental dele <3 Top 1 duplas icônicas dos animes <3 CADÊ A TERAPIA, HEIN? FAZ O L DE LANCE AGORA-pera, campeão errado. CADÊ O CAMPEÃO DESSA REGIÃO? Ngm nem sabe onde ele tá, é um absurdo mesmo, viu...
Cress e Lou, os dois disputando pra ver quem mais sofre nos seus respectivos empregos... A vida do trabalhador não é fácil mesmo, pqp...
Obg pelo comentário! <3
Jolly, oh Jolly
ReplyDeleteSe a gente vivesse no mundo Pokémon, imagino que estaríamos em confusões desse nível, e eu iria adorar!!
Enfim, feliz pela nossa menina Hilda ter conseguido sua vingança, quem disse que ela mata a alma e a envenena? Provalmente alguem que não conseguiu se vingar.
E esse trio de Striaton é simplesmente intrigante!! São personagens que a gente geralmente esquece nos jogos e no anime, então é legal ver uma diversificada neles e como eles são retratados por voce!
Ansioso pelas próximas (: